SQL na Prática: Criando e Atualizando tabelas

Introdução a Bases de Dados

SQL na Prática: Criando e Atualizando tabelas


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No post anterior, aprendemos como consultar e modificar dados. Talvez você não tenha tido a curiosidade de se perguntar como as tabelas foram criadas, apesar do script ter sido fornecido, mas agora é o momento de dar um passo atrás e explicar: como criar e atualizar as próprias tabelas.

O que é o esquema de uma tabela?

Uma das principais vantagens dos bancos de dados relacionais é que o sistema gerencia e garante a consistência dos dados, e isso é feito por meio do esquema do banco de dados.

Como já definimos antes, o esquema (ou schema) é a descrição de uma coleção de dados que estabelece a estrutura de armazenamento.

No modelo relacional, os dados são organizados em relações compostas por atributos, em que cada linha de uma tabela representa uma entidade em si. Dessa forma, o esquema de um banco tem a responsabilidade de definir:

  1. Quais são as relações (tabelas) e seus nomes;

  2. Quais atributos cada relação contém;

  3. Como as relações se relacionam entre si;

  4. Quais restrições de integridade se aplicam a cada atributo;

  5. Qual o tipo de dados armazenado em cada atributo.

Nesse post vamos ver como criar e atualizar tabelas, ou seja, como definir e modificar o esquema do banco de dados.

Como faço para criar uma tabela?

Para criar uma tabela em SQL, usamos o comando CREATE TABLE. Vamos usar o exemplo de criação mencionado anteriormente para ilustrar:

Criando a tabela "employees"
CREATE TABLE employees (
    employee_id   SERIAL PRIMARY KEY,
    first_name    VARCHAR(50) NOT NULL,
    last_name     VARCHAR(50) NOT NULL,
    email         VARCHAR(100) UNIQUE NOT NULL,
    phone         VARCHAR(20),
    hire_date     DATE NOT NULL,
    job_title     VARCHAR(100) NOT NULL,
    department_id INT,
    salary        DECIMAL(10,2) CHECK (salary >= 0),
    manager_id    INT REFERENCES employees(employee_id),
    created_at    TIMESTAMP DEFAULT CURRENT_TIMESTAMP
);

Como definir os tipos de dados dos atributos?

No exemplo acima, criamos a tabela employees com vários atributos, cada um com seu tipo de dado e restrições específicas. Podemos ver, por exemplo, o atributo phone, que é do tipo VARCHAR(20) e não possui nenhuma restrição de integridade. VARCHAR significa que o campo armazenará uma cadeia de caracteres (texto) com tamanho variável, mesmo tendo definido que o tamanho máximo é 20 caracteres. Alguns dos possíveis tipos de dados em PostgreSQL são listados na tabela abaixo:

Tabela 1. Tipos de dados comuns em PostgreSQL e MySQL, para referência acesse https://www.postgresql.org/docs/current/datatype.html ou https://dev.mysql.com/doc/refman/8.4/en/data-types.html
PostgreSQL MySQL Descrição

INT ou INTEGER

INT

Números inteiros (sem casas decimais).

BIGINT

BIGINT

Números inteiros grandes (64 bits), usados para armazenar valores maiores que os inteiros normais.

DECIMAL(p,s) ou NUMERIC(p,s)

DECIMAL(p,s)

Números decimais com precisão definida. p é a precisão total (número total de dígitos) e s é a escala (número de dígitos à direita da vírgula).

FLOAT ou REAL

FLOAT

Números de ponto flutuante (números com casas decimais).

SERIAL

N/A

Números inteiros auto-incrementáveis, geralmente usados para chaves primárias.

BIGSERIAL

N/A

Números inteiros grandes auto-incrementáveis, usados para chaves primárias quando se espera um grande volume de dados.

VARCHAR(n)

VARCHAR(n)

Cadeia de caracteres (texto) com tamanho variável. O número entre parênteses indica o tamanho máximo permitido.

CHAR(n)

CHAR(n)

Cadeia de caracteres (texto) com tamanho fixo. O número entre parênteses indica o tamanho exato.

TEXT

TEXT

Cadeia de caracteres (texto) de tamanho ilimitado.

DATE

DATE

Data no formato AAAA-MM-DD.

TIME

TIME

Hora no formato HH:MM:SS.

TIMESTAMP

TIMESTAMP

Data e hora no formato AAAA-MM-DD HH:MM:SS.

BOOLEAN

N/A

Valores lógicos: TRUE ou FALSE.

No nosso exemplo, também usamos os seguintes tipos: SERIAL, VARCHAR, DATE, DECIMAL e TIMESTAMP.

Como garantir a integridade do dado?

Além dos tipos de dados, as restrições de integridade (conhecidas como constraints) são fundamentais para garantir que os dados armazenados estejam sempre consistentes e válidos. No exemplo da tabela employees, utilizamos diversas restrições:

CREATE TABLE employees (
    employee_id   SERIAL PRIMARY KEY,
    first_name    VARCHAR(50) NOT NULL,
    last_name     VARCHAR(50) NOT NULL,
    email         VARCHAR(100) UNIQUE NOT NULL,
    phone         VARCHAR(20),
    hire_date     DATE NOT NULL,
    job_title     VARCHAR(100) NOT NULL,
    department_id INT,
    salary        DECIMAL(10,2) CHECK (salary >= 0),
    manager_id    INT REFERENCES employees(employee_id),
    created_at    TIMESTAMP DEFAULT CURRENT_TIMESTAMP
);

Constraints em nível de coluna vs. nível de tabela

No exemplo acima, todas as constraints foram definidas diretamente na coluna, o que chamamos de constraints em nível de coluna. Porém, o SQL também permite definir constraints separadamente, ao final da criação da tabela - são as constraints em nível de tabela. Esta sintaxe é especialmente útil quando:

  • A constraint envolve múltiplas colunas (como uma chave primária composta)

  • Queremos dar um nome significativo à constraint para facilitar manutenção futura

  • Precisamos de mais clareza na definição das regras de negócio

Vamos refatorar a criação da tabela employees usando constraints em nível de tabela:

Criando a tabela "employees" com constraints em nível de tabela
CREATE TABLE employees (
    employee_id   SERIAL,
    first_name    VARCHAR(50) NOT NULL,
    last_name     VARCHAR(50) NOT NULL,
    email         VARCHAR(100) NOT NULL,
    phone         VARCHAR(20),
    hire_date     DATE NOT NULL,
    job_title     VARCHAR(100) NOT NULL,
    department_id INT,
    salary        DECIMAL(10,2),
    manager_id    INT,
    created_at    TIMESTAMP DEFAULT CURRENT_TIMESTAMP,

    -- Constraints em nível de tabela
    CONSTRAINT employees_pk PRIMARY KEY (employee_id),
    CONSTRAINT employees_email_unique UNIQUE (email),
    CONSTRAINT employees_salary_check CHECK (salary >= 0),
    CONSTRAINT employees_manager_fk FOREIGN KEY (manager_id) REFERENCES employees(employee_id)
);

Observe as diferenças: - A PRIMARY KEY agora é definida como uma constraint nomeada employees_pk - O UNIQUE para email também ganhou um nome descritivo - O CHECK do salário foi nomeado - A chave estrangeira manager_id agora é explicitamente definida com FOREIGN KEY

Vantagens de nomear constraints

Dar nomes às constraints traz benefícios importantes: - Mensagens de erro mais claras: Quando uma violação ocorre, o nome da constraint aparece na mensagem de erro - Manutenção mais fácil: Para remover ou modificar uma constraint, precisamos referenciá-la pelo nome - Documentação: Os nomes podem descrever a regra de negócio implementada

Constraints com múltiplas colunas

Um dos casos mais comuns onde precisamos de constraints em nível de tabela é quando a restrição envolve mais de uma coluna. Vamos criar uma tabela project_assignments para alocar funcionários em projetos:

Criando uma tabela com chave primária composta
CREATE TABLE project_assignments (
    employee_id   INT NOT NULL,
    project_id    INT NOT NULL,
    assigned_date DATE NOT NULL,
    role          VARCHAR(50),
    hours_weekly  INT CHECK (hours_weekly BETWEEN 1 AND 40),

    -- Chave primária composta: um funcionário só pode ser alocado uma vez no mesmo projeto
    CONSTRAINT project_assignments_pk PRIMARY KEY (employee_id, project_id),

    -- Chaves estrangeiras
    CONSTRAINT project_assignments_employee_fk
        FOREIGN KEY (employee_id) REFERENCES employees(employee_id),
    CONSTRAINT project_assignments_project_fk
        FOREIGN KEY (project_id) REFERENCES projects(project_id),

    -- Garantir que a data de atribuição não seja futura
    CONSTRAINT project_assignments_date_check
        CHECK (assigned_date <= CURRENT_DATE)
);

Neste exemplo, a chave primária é composta por employee_id e project_id, garantindo que um funcionário não possa ser alocado duas vezes no mesmo projeto. Observe como a sintaxe em nível de tabela torna isso claro e explícito.

Outros exemplos com tabelas existentes

Vamos recriar as tabelas departments e projects usando a sintaxe de constraints em nível de tabela:

Recriando a tabela "departments"
CREATE TABLE departments (
    department_id   SERIAL,
    department_name VARCHAR(100) NOT NULL,
    budget          DECIMAL(12,2),
    manager_id      INT,

    CONSTRAINT departments_pk PRIMARY KEY (department_id),
    CONSTRAINT departments_name_unique UNIQUE (department_name),
    CONSTRAINT departments_budget_check CHECK (budget > 0),
    CONSTRAINT departments_manager_fk
        FOREIGN KEY (manager_id) REFERENCES employees(employee_id)
);
Recriando a tabela "projects"
CREATE TABLE projects (
    project_id    SERIAL,
    project_name  VARCHAR(200) NOT NULL,
    start_date    DATE NOT NULL,
    end_date      DATE,
    department_id INT,

    CONSTRAINT projects_pk PRIMARY KEY (project_id),
    CONSTRAINT projects_dates_check CHECK (end_date > start_date),
    CONSTRAINT projects_department_fk
        FOREIGN KEY (department_id) REFERENCES departments(department_id)
);

Constraints de verificação com múltiplas colunas

Podemos criar constraints CHECK que envolvem múltiplas colunas. Por exemplo, vamos adicionar uma regra que impede um funcionário de ser gerente de si mesmo:

Adicionando constraint para evitar auto-gerenciamento
ALTER TABLE employees
ADD CONSTRAINT employees_no_self_management
CHECK (employee_id != manager_id);

E se eu precisar modificar uma tabela existente?

Após criar uma tabela, podemos precisar alterá-la. O comando ALTER TABLE permite modificar a estrutura existente:

Adicionando uma nova coluna
ALTER TABLE employees ADD COLUMN birth_date DATE;
Modificando o tipo de uma coluna
ALTER TABLE employees ALTER COLUMN phone TYPE VARCHAR(30);
Adicionando uma constraint (com nome)
ALTER TABLE employees
ADD CONSTRAINT employees_phone_unique UNIQUE (phone);
Removendo uma constraint (precisamos do nome!)
ALTER TABLE employees DROP CONSTRAINT employees_phone_unique;
Removendo uma coluna
ALTER TABLE employees DROP COLUMN birth_date;

Note que para remover uma constraint, precisamos saber seu nome. É por isso que nomear constraints é uma boa prática!

Como remover uma tabela?

Para remover uma tabela completamente, usamos o comando DROP TABLE:

DROP TABLE project_assignments;

Cuidado! Este comando remove a tabela e todos os seus dados permanentemente.

Se a tabela for referenciada por uma chave estrangeira, você precisará usar CASCADE:

DROP TABLE departments CASCADE;

Isso removerá a tabela departments e todas as dependências (como a chave estrangeira em projects e project_assignments).

Conclusão

Neste post, aprendemos a criar e gerenciar o esquema de um banco de dados relacional. Vimos que:

  1. O comando CREATE TABLE define a estrutura inicial das tabelas

  2. Os tipos de dados determinam que tipo de informação cada coluna pode armazenar

  3. As restrições de integridade (constraints) garantem a consistência dos dados

  4. Constraints podem ser definidas em nível de coluna ou nível de tabela

  5. Constraints em nível de tabela são obrigatórias para chaves primárias compostas

  6. Nomear constraints facilita a manutenção e fornece mensagens de erro mais claras

  7. O comando ALTER TABLE permite modificar tabelas existentes

  8. O comando DROP TABLE remove tabelas (com cuidado!)

Dominar a criação e modificação de tabelas é fundamental para qualquer profissional que trabalhe com bancos de dados. Uma boa modelagem inicial, com restrições bem definidas, evita problemas de inconsistência e facilita a manutenção do sistema no longo prazo.

No próximo post, veremos como consultar dados de múltiplas tabelas usando JOINs para explorar os relacionamentos que definimos aqui. Até lá!

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