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Faz tempo que eu queria ler um artigo que me foi apresentado durante uma disciplina sobre empreendedorismo da Agência de Inovação da Unicamp. Agora, finalmente, reservei um tempo para mergulhar nele. Abaixo, compartilho um breve resumo e algumas reflexões.
🔗 Link para o artigo original: https://link.springer.com/article/10.1007/s11187-009-9215-5
Mitos sobre empreendedorismo
O artigo começa questionando algumas crenças populares sobre empreendedorismo que, segundo os autores, não encontram respaldo em evidências sólidas:
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Startups são sempre boas para a economia e geram muitos empregos.
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O empreendedor é o protagonista da economia moderna.
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Startups são mais produtivas do que empresas consolidadas.
Faltam pesquisas robustas que sustentem essas afirmações.
Afinal, quem é mais produtivo?
Para desmistificar essas ideias, o autor cita um estudo que cruza dados do censo americano com outras fontes, mostrando que existe uma relação direta entre o tempo de vida de uma empresa e sua produtividade:
A conclusão? Empresas mais antigas tendem a ser mais produtivas. Já as novas, com frequência, fazem uma gestão ineficiente dos recursos.
Além disso, há uma relação inversa entre a riqueza de um país e a taxa de criação de novas empresas. Ou seja: quanto mais rico o país, menor a proporção de novos negócios surgindo, e maior a produtividade média das empresas existentes.
O efeito da riqueza no comportamento empreendedor
Conforme um país enriquece, a média salarial sobe. Isso leva as empresas a investirem mais em automação — mais máquinas, mais eficiência, custos menores. Com salários altos e boas condições de trabalho, diminui o incentivo para que as pessoas abram seu próprio negócio.
Países com crescimento econômico consistente costumam apresentar queda na taxa de criação de novas empresas.
Onde o incentivo público falha
As evidências mostram que, quando o governo incentiva o empreendedorismo de forma genérica, ele acaba estimulando a abertura de negócios em setores com baixas barreiras de entrada e altas taxas de falência. Isso acontece porque é natural que empreendedores individuais busquem áreas mais acessíveis. O problema é que, com incentivos financeiros, eles acabam sendo empurrados para mercados arriscados, onde o fracasso é comum.
O resultado é uma forte correlação entre abertura de empresas e falências — ou seja, incentiva-se o nascimento de negócios que têm grandes chances de morrer rapidamente.
Quem empreende mais (e quem fracassa mais)?
Outro ponto interessante: quem tem mais propensão a abrir um negócio: quem está empregado ou desempregado? Os dados indicam que pessoas desempregadas criam mais empresas, mas também são as que apresentam as menores taxas de sucesso.
Isso revela um equívoco nas políticas públicas: incentivar quem está empregado a arriscar-se num novo negócio pode ser uma estratégia errada, já que esse grupo também enfrenta altas chances de insucesso.
Criação de empregos: quem realmente gera?
Na Suécia, por exemplo, 74,5% dos empregos são criados por empresas com mais de 10 anos de existência. O mesmo padrão se repete em outros países. Ou seja, o grosso da geração de empregos não vem das startups recém-criadas, mas das empresas já consolidadas.
Qual seria o caminho, então?
A pesquisa aponta que as startups com alto potencial de crescimento geralmente nascem a partir de atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).
E onde acontece a maior parte da P&D? Nas universidades.
Talvez o foco das políticas públicas não deva ser empurrar todo mundo para empreender, mas sim fortalecer o ambiente de pesquisa, ciência e inovação — e apoiar negócios que realmente nasçam com base em conhecimento estruturado e diferencial tecnológico.
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